Smarana

Discussões sobre Memória Organizacional em ambientes de desenvolvimento de Software

Pessoas com espírito de compartilhamento

O silêncio foi proposital. Quando falamos em aprendizado organizacional, o ponto mais importante é que os colaboradores se enxerguem como tal – colaborando com a organização e uns com os outros. Se eu não for capaz de expor minhas idéias para promover o crescimento do outro, eu inibo a participação do outro com suas idéias, que poderiam trazer um crescimento pessoal e profissional.

Alguns medos/receios que levam ao não-compartilhamento são muito comuns:

  • Manutenção de diferencial: alguns percebem seu conhecimento como diferencial (e muitas vezes estão corretos). Entretanto, o que é conhecido certamente está publicado e pouco tempo é preciso para que alguém que tenha interesse construa esse conhecimento – reduzindo ou eliminando esse diferencial. Para manter-se na frente, é preciso alimentar esse diferencial com outras informações e pontos de vista. Compartilhar é, na verdade, a forma de manter o diferencial que você possui;
  • Exposição: outros acreditam que a exposição de suas idéias pode não ser frutífera – temem o ridículo, ou a exposição de fraquezas. Isso leva a um ostracismo autorrealizado, impedindo que a pessoa possa direcionar seu aprendizado em função das considerações de outras pessoas acerca do que foi exposto. Vale lembrar também que essa percepção pode estar equivocada e a informação ser fundamental para a solução de um problema – a exposição agrega valor à empresa, aos colaboradores e a si mesmo (pelo reconhecimento e aprendizado) e
  • Envolvimento: outros tantos estão acomodados e não querem que as coisas mudem. Para eles, discutir melhorias é desinteressante – por diversos motivos (estrutura altamente hierarquizada dificulta as mudanças, mudanças trarão mais trabalho…). Seja qual for o motivo, a vontade de inação é (na minha opinião) o pior obstáculo a ser vencido.

Provavelmente há outros medos, mas esses foram os que me ocorreram no momento. Quanto às soluções, acredito que reside na Cultura Organizacional. No entanto, no sentido prático da coisa, reduzir esses medos e promover a colaboração passa pela premiação e pelo reconhecimento daqueles que colaboram com o crescimento da organização. Uma vez instituída essa cultura, talvez seja possível não diferenciar as pessoas – pois todas irão colaborar para o desenvolvimento do coletivo.

Para que a empresa possa aprender, é preciso, antes de qualquer coisa, que as pessoas tenham interesse em aprender e, principalmente, ensinar – e aprender ensinando.

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Publicado em segunda-feira, março 24, 2008 por em Gestão do Conhecimento.

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