Smarana

Discussões sobre Memória Organizacional em ambientes de desenvolvimento de Software

Pilar II – Processos

O primeiro pilar trazido à discussão – Pessoas – jamais será um assunto plenamente discutido. Acredito ter exposto questões fundamentais para melhorar o aprendizado da organização.

Vamos pensar agora nos processos importantes para esse crescimento.

Evidentemente, toda experiência provoca a modificação do estoque de conhecimento em nível pessoal. Para uma entidade composta de diversos indivíduos (atuadores), porém, registrar qualquer experiência é inviável, pois exige esforço para registro de eventos irrelevantes ou repetitivos e para a recuperação sobre um estoque demasiadamente extenso de informações. Então, é necessário reconhecer que eventos são realmente relevantes, para registrar e permitir a recuperação de informações que agreguem maior valor.

Além disso, como as pessoas não possuem uma especialização tão restritiva como os órgãos, eles devem ser observados diante do papel que realizam em cada experiência registrada. Em outras palavras, a participação do atuador deve ser categorizada diante do papel que ele exerceu no evento.

Fazendo uma analogia, para usar um martelo, o cérebro deve recuperar a experiência apenas do braço (atuador) – esquerdo ou direito, indiferentemente – para que o outro braço possa realizar o movimento recuperado, atingindo o objetivo desejado.

Sem me delongar muito nesse preâmbulo, identifico alguns pontos dignos de registro na mente organizacional (“hipercortex” definido por Levy em seu livro Tecnologias da Inteligência) em uma entidade de desenvolvimento de software:

  1. Lições Aprendidas
  2. Riscos de Projeto
  3. Análises de Decisão
  4. Componentes
  5. Competências

Os 3 primeiros itens tratam de EVENTOS experimentados durante o desenvolvimento do projeto. Componentes, embora decorrentes da consecução de eventos no projeto, são produtos que podem ser recuperados para reuso.

O último item merece uma observação, por destacar-se dos demais. Para ativar o atuador correto, uma mente precisa saber as capacidades e a identidade de cada um deles. Isso ocorre tanto no corpo – a mente precisa saber o que é um braço e do que ele é capaz – quanto em uma organização. Então, é preciso saber (ou estar disponível) quem sabe fazer o que – por isso as competências devem ser registradas.

Voltaremos a tratar desse assunto – e demais pontos – nos próximos tópicos.

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Publicado em sexta-feira, maio 30, 2008 por em Gestão do Conhecimento, Smarana Software.

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