Smarana

Discussões sobre Memória Organizacional em ambientes de desenvolvimento de Software

Conhecimento Organizacional

Como primeira experimentação, resolvi atacar logo um tema polêmico… onde está o conhecimento que queremos gerir?

Resposta fácil, né? Na cabeça das pessoas.

Tá. Mas se for assim, como podemos falar em conhecimento das organizações? É a soma (algébrica ou não) dos conhecimentos individuais? Ou a interseção?

Óbvio que não! Embora composta por pessoas, a organização tem uma identidade própria. Fazendo uma analogia com dinâmica das massas, o conjunto tem forma e comportamento (e, arrisco acrescer, memória, conhecimento…) diferente dos elementos que o compõem – a mudança na composição do conjunto nem sempre afeta seu comportamento – e é exatamente para manter essa estabilidade (entre outras coisas) que a GC entra em ação.

Se considerarmos o objeto da GC o que está dentro da cabeça das pessoas, eu ousaria dizer que é ingerenciável. Não apenas pelo fato de as pessoas não serem iguais umas às outras (ainda bem), mas também porque as empresas não possuem o domínio sobre o que você pensa ou como enxerga as coisas, ou ainda sobre suas ações passadas, presentes e futuras. Amanhã você pode sair da empresa e, nesse raciocínio, ela estaria “emburrecendo”, perdendo esse conhecimento! Esse discurso você já ouviu um trilhão de vezes, certamente. Mas alguma vez você ouviu sobre gestão financeira em um cenário em que o dinheiro pode evaporar? Impossível fazer gestão dessa forma.

Então, como não se pode fazer gestão direta sobre a mente das pessoas, a GC (pelo menos a organizacional) está encerrada, na verdade, na explicitação de experiências ocorridas durante a execução de suas atividades e a “importação” de informações – e a consequente disseminação para os públicos-alvos (neurônios do meta-cortex da organização). Seria semelhante ao que eu chamo de GC Pessoal: quando eu compro um jornal A em detrimento do B, estou selecionando um ponto de vista que é mais alinhado com o meu e, portanto, estou direcionando o meu aprendizado e minha formação de conhecimento para a linha A. Ao ler, alguns dos meus neurônios são estimulados (como cada funcionário em um determinado setor de interesse) para modificar meu estado mental, consolidando aquela informação recebida em conhecimento(s).

Argh… foi o mais sucinto que consegui fazer. Espero que tenha sido o suficiente.

Até a próxima.

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Publicado em segunda-feira, setembro 27, 2010 por em Rapidinhas da GC.

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