Smarana

Discussões sobre Memória Organizacional em ambientes de desenvolvimento de Software

O que é melhor? Aprendizado por Experiência ou Teoria?

Não há melhor! Existe, porém, formas de identificar qual tem melhor aplicação em determinado contexto (que não viso tratar aqui).

Em primeiro lugar, é preciso diferenciar Teoria de Hipótese, para não confundir tudo. Se a questão residir em uma hipótese, certamente a experiência será mais válida – até porque ela pode comprovar ou refutar a dita hipótese.

Levando em consideração a teoria, ainda deve-se levar em conta a forma de apresentação. Cada indivíduo está mais confortável com uma forma de apreensão de informações. Apresentação textual para uma pessoa que tem um aprendizado mais sensível a estímulos auditivos não terá a mesma eficácia que aplicado a um forte leitor.

Passando para a experiência, não podemos empacotá-la como se acontecesse de uma única forma. Ela pode ser integral ou parcial, individual ou em comunidade e outro tanto de características que definem a maneira de vivenciar a experiência – e isso interfere muito no resultado.

E por que então a “experiência” é tão celebrada na área de TI?

Todas as vezes que eu ouvi essa euforia, a experiência está associada, na verdade, à experimentação social, em conjunto com outras pessoas. Normalmente isso é associado a uma transferência de conhecimento tácito (que eu chamo de mística, da maneira que são descritas). Talvez exista realmente essa transferência, ou um “campo de indução cognitivo”, mas recorrendo a leitura de alguns pedagogos, cheguei a uma conclusão diferente.

Quando experimentamos um aprendizado em conjunto, realizamos uma superexposição a outras informações (decorridas de experiências anteriores e visões dos demais participantes), que guiam nosso aprendizado a ignorar caminhos já rotulados de errados, ficando muito mais rápido, pois percorremos apenas o que já está validado ou o que não foi experimentado pela comunidade. Caso fôssemos buscar, por exemplo, na literatura, passaríamos obrigatoriamente pela análise do errado (ainda que não o experimentássemos) – a não ser que obtivéssemos, de imediato, a síntese da informação procurada.

Além disso, somos bombardeados por noções de coisas que jamais pensamos. Isso não só atiça a nossa curiosidade, mas eleva a “zona de desenvolvimento proximal”, que permite nos desenvolvermos ainda mais naquele tema e nos afins cujo contato fora estabelecido.

Tanto a experiência como a teoria são interessantes desde que haja estímulo ao compartilhamento, à interação da comunidade. Em TI, particularmente, defendo a experiência, mas ignorar a relevância de conteúdos formais é fechar a porta para o ingresso de informações e formulação de novas soluções.

É… não sei se sou eu ou o assunto, mas está complicado ser breve. 🙂

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Publicado em segunda-feira, setembro 27, 2010 por em Rapidinhas da GC.

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